In pureza
Você me dá vontade
De dizer: - Eu te amo!
Assim, meu eu profano
Cai em si menor
Dó maior em mea culpa
Onde sol, bagunça
Canção da banda.
Me passa dor de garganta
Pelo beijo.
Eu, remédio que te receito,
A vir comigo viajar.
Procurar Parnasus
Em outro mundo,
Reviver defunto coração
-I am the eggman
Usando samba-canção!
Piloto paixão e tesão
Desse poema,
Há quem prefira
Despeitar
O que desperta em mim
Tanto interesse,
Machuca tanto
Quando tento experimentar
- I am te walrus
Querendo te deflorar!
.
(Rômulo Chaul)
12 de mai. de 2010
Poema
Postado por Rômulo Chaul
6 de mai. de 2010
Poema
Ilusão
No calor da conquista
Me entrego a promessas
Ao me apertar as pernas,
Me beijar a boca,
Deixando louca,
Perco o controle,
Enfim.
Ao pé do ouvido
Me enche de juras
Garante loucuras
E me agarra os seios
Entre receios
Me entrego,
Assim.
E como quem quer nada
Provoca atritos
Derrama detritos
Na nossa relação
Só por causa dela
Aquela magrela,
De pose singela,
Que não sabe o que é preciso
Para entregar um coração?
Agora, que só dá ela
Na sua rotina,
Com jeito de menina
E carícias a oferecer,
Nem se lembra
Do calor do leito
Amor de novela
Que já chegou a ter?
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
23 de abr. de 2010
Poema
Disfarce
Não era você ali
Era apenas uma figura
Mentiras,
De quem jura que é feliz
Não era você dançando
Era simples travessura
Oportuna,
Disfarçando insensatez
Era você corando
A própria tez
Oportunismo de extravasar
A saudade guardada
Caindo do salto
Saltando do pedestal
Era você, cara a cara
Com o lobo mau
Sem doçura
Sem vergonha
Sem se importar
Que suponham: - solidão
Era você, me roubando
O próprio chão
Saindo do altar
Descendo da nuvem
Berrando:
-Vem para a rua também!
Era você, se entregando
A um joão ninguém
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
25 de mar. de 2010
Poema
Convite
Você me intriga,
A ponto de querer
Mais que coleguismo
Ou amizade mera
Quero saber
Qual metade
Da sua esfera
Cabe em mim
Quero conhecer suas tias
Largar as noites vadias
Pagando pra ver,
A rima entrosar
7 meses ou 7 dias
Artimanhas e melodias
Beatles 4ever
Deixa estar
Cair na rotina
Das suas manhas
Imaginar façanhas,
Viajar...
Reinventar o lirismo
Nas minhas fronhas
Salvação ou maconha
Let it be paquetá
...
Vem garota, chega pra cá!?
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
10 de mar. de 2010
Poema

Conquista
Ah!
Aquele beijo
Não sai da minha cabeça
E antes que eu me esqueça
Te digo:
Que momento bom
Aquele seu comigo
Sabe o que mais me alegra
Nessa situação?
Foi convencer seu não
A poder,
Se entregar, se jogar,
A me encontrar.
E agora que eu cheguei aqui
E me lancei na sua mão
Não posso errar,
Nem vacilar ou te abandonar...
Quando me distraio,
Ao longo do dia,
Eu perco horas.
Lembro do seu beijo
E esqueço o agora.
Eu já entrei de cabeça
Nessa história,
Corpo e alma entregues
Pra não te ver ir embora...
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
23 de fev. de 2010
Poemette
Hoje eu descobri
Que o mundo não
Aceita mais românticos
Não há lugar
Para sentimentos puros
Amores futuros
Orações e cânticos
O mundo matou os românticos
Afogados em dor
Em eu te amo falsos
Em falta de bom dia,
Tristes melodias,
De um mundo em preto e branco
Aos românticos sobrou o pranto.
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
17 de fev. de 2010
Poema

Eu sinto
Sabe o que é mais incrível?
Saudade não dá pra controlar
Por mais que eu esconda
Entrelinhas
Por mais que eu negue,
O coração sente mesmo que é saudade.
E não interessa o que pensem
Eu sinto e minto
Eu sinto...
Sabe o que é mais difícil?
Tristeza tentar evitar
Por mais que eu fuja
Pensamentos
Por mais que a fuga,
Seja tentar te largar... Saudade
Sabe o que é impossível?
Entender você se fechar
Por mais que eu lute
Canções
Por mais que eu mude,
A gente volta a se encontrar... Saudade
E não interessa o que pensem
Eu sinto e minto
Eu sinto...
.
(Melina / Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
3 de fev. de 2010
Poema

Lembrete
(ou monólogo para o espelho)
Você desprezou o
Amor que eu ofereci
O suporte que eu te dei
As palavras que pensei
Que você gostaria
-Você me matou!
Me matou
De beijo negado
Abraço não dado
Se entregando a quem
Não devia
-Você matou o que eu mais valia!
Valia,
Por cada olhar,
Amor sincero,
Cuidado, carinho e apego.
Palavras que escolhi a dedo,
Pão de ló e Moët & Chandon
-Você me negou tudo de bom!
Bom mesmo
Pra aprender
Não se
Entregar pra valer
A quem não merece
-Você me matou!
Vê se não esquece...
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
30 de jan. de 2010
Poema

Salto
A vida nem sempre
É feita de coisas
Boas
De belas pessoas
De diversão e
Bambolê
A tristeza também
Invade
Lágrimas a parte
Casas a vender
O peito carregado
Sempre pronto
A desabar...
E as amigas insistem
“-Ei, para! Chega pra cá!”
Às vezes é preciso
Se abrir para sarar...
Nesses momentos,
Desalentos, afins
Alguém diz:
“-Se abre, confia em mim”
Pular do precipício
Sem pára-quedas
Pode não resultar
Em queda,
Mas sim, num estopim...
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
25 de jan. de 2010
Trecho
"Neste quarto de fogo solitário,
No telhado um letreiro esfumaçado,
Candeeiro no peito iluminado
O cigarro no dedo incendiário.
O cinzeiro esperando o comentário
Da palavra carvão fogo de vela
Meus dois olhos pregados na janela
Vendo a hora ela entrar nessa cidade.
Tô fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela..."
Postado por Rômulo Chaul

