Quando a cabeça não pensa O corpo padece. Emudece, despe, sangra. Quando pensa demais Enlouquece, entristece, não samba. Meio termo do caminho é que respalda
Faltam ares que expliquem, Palavras...
Sentimentos, gestos, sonhos e sorrisos. A boca cala. Tudo é verso solto, visita sem sala Emborcada, torta, morta, Outra.
Chega. Não mais a cabeça a prêmio Coração na brasa em brasa louca. Quero a quietude dos monges
Hora do rush nessa lambança de sentimentos Finjo. Minto. Escondo o que não se fala.
Você que me sussurra ao pé do ouvido
Asneiras, besteiras e sacanagens
Que me arranha o corpo
E que me roça com boca cheia
Me joga na cama e bombardeia.
“-Me ama!”
Você que me propõe luz apagada
Entre quatro paredes e porta trancada
Enquanto rouba meu tempo livre
E me propõe com calma
Amor, rasgos e sandices
“-Me inibe!”
Você que nem pestaneja
Pra ser direta e me pede
Com voz concreta:
Me pega com braços firmes!
E que se engana com a força
De quem tem fome.
“-Me come!”