28 de mar. de 2008

Poema


Já ouvi dizer
que ser feliz
pode estar
a um
palmo
do
nariz!

Ou pode simplesmente
Estar tão longe dos nossos braços
Que mesmo com todos os esforços a vida nos tira de aprendiz!

Perto
Ou longe demais!

Felicidade não se faz, diz!

Se importa ser feliz?

A felicidade, por si, se contradiz!
.
(Rômulo Chaul)

17 de mar. de 2008

Se isso é você, quem bate ai e se é pra eu te ver, então deixa eu durmir!


Descanse em Paz

Você pra mim morreu,
E imagina?!
Não foi tão ruim assim!
Nem dor eu senti!
.
Morreu de um jeito
Que nunca imaginei
Que você morreria:
Morreu sem tristeza
Nem agonia!

Triste passarinho que morre
sem completar vôo...
Sem você, sou melhor:
Destôo!

Agonizante é saber
O tempo que perdi
Pensando que sem você
Eu não viveria!

Que espanto:
Sem você, sou alegre!
Quem imaginaria?!
Quando eu acreditaria?!
...
Acredite, eu acredito!
.
(Rômulo Chaul)

15 de mar. de 2008

Poema




Dose

No calar da noite,
O frio da saudade,
Vem encher meu copo
Com outra dose de solidão

(Silêncio)

Mais uma dose amigo, que a noite é longa!

A noite é longa!
.
(Rômulo Chaul)

18 de fev. de 2008

Verso

Saudade!
Filme em preto e branco
Sonhando sandices,
De Guimarães
Rosa que corta o peito, e com todo respeito,
Confirmo:
Toda saudade é uma espécie de velhice!
[...]
Sem mais nada a declarar
.
Rômulo Chaul

12 de fev. de 2008

Verso

...Muita cachaça pra pouco leite
Muito deleite pra pouca dor
É muito feio pra ser enfeite
Muito defeito pra ser amor...

11 de fev. de 2008

Poema

Vício

Te vigio entre os canais,
infernos boçais
De um eterno aprendiz.

Te vigio e nem sabes
que não conformo,
de tê-la apenas como cicatriz.

Te vigio e te guardo
nobre soldado,
respeitando seu “mal-te-quis”

Mau começo!
nesse amor vadio,
te vigio,
tentando apenas não ser:
Infeliz!
.
(Rômulo Chaul)

24 de jan. de 2008

Verso

...Quem me olha assim sereno não sabe que eu tô
Me sentindo tão pequeno pra fala de amor....

10 de jan. de 2008

Poema


desejo e necessidade

ai estou nas malhas de estranha cidade
mas uma parte de mim eu diria que a metade
ficou lá aonde saí, ou seja eu me reparti
desejo e necessidade

meu nervos de fios tensos cipós propensos a nó
enredados de dar dó nas ficções da verdade
salgam seu leite de arame
com a sal da saudade infame
desejo e necessidade

uma grota um viaduto, a estanque velocidade
civis soldados nos outros
sem outrora eternidade
a ternura da ausência
beija todos com clemência
desejo e necessidade

ai estou num estado tão alterado
na exata hora que vim fiquei partido, apartado
e a parte que eu vim ficou
acesa na que apagou
desejo e necessidade


.

(Chico César)

25 de dez. de 2007

Poema


A casa e a mulata


E como de um estranho jeito, se partiu o pranto que outrora chegou,
E a rotina entristecida, se encheu de vida, como jamais se ousou,
A casa então escurecida, que por amores gris, assim tonalizou,
Levava o ar de toda a graça, daquela mulata que por ali entrou.


E cada canto desta casa, agora encantado com aquele olhar,
Clamava por aquela moça, a EVA redentora daquele lugar,
Iria reparar os danos, consertar enganos, a louça enxugar,
Retiraria toda dor, como tirava o lixo, pro’ lixeiro pegar,
A comida deixaria pronta, dentro do microondas, pro’ dono esquentar,
E assim, depois de tudo pronto, cama, mesa, banho, e o enxoval trocar,
Colocaria ali seu cheiro, que enfeitaria o meio, dizendo enfim, ”isto é um lar”.

Mas de nada adianta, moça tão santa, em meio às brigas daquele lugar,
Confrontos tolos desentoam o amor que a casa viu começar,
E se a casa sente que tal amor é ausente, naquele tão quebrado lar,
Espera que a mulata traga, o brilho, outrora intenso, que a casa viu acabar.

E por tão grande obra do destino, que daquela casa, os sonhos levou,
De nada acontecera ali, que aquela casa, em sonhos, sonhou,
O espaço fora toda limpo, um brilho irradiante que a mulata deixou,
Mas como apagar as dores, as memórias anteriores, que a casa presenciou?
Como mudar os rumos, de uma casa, que a felicidade abandonou?
Depois de cama, mesa, banho, enxovais que a mulata trocou,
Não foram trocadas as brigas, as decepções que o tempo criou.

E se casa chora, por uma alegria que já não pertence aquele lugar,
Lembra-se da mulata, a moça santa que sabe como irradiar,
Transforma trevas em luz, nos seus serviços, de anjo do lar,
Reconstrói a paz que era a redentora, mas que agora acabou,
E a casa, sempre espera, a tal da mulata, que em meio ao caos, chegou.

.
(Rômulo Chaul/Henrique Xavier)

21 de dez. de 2007

Poema


Samba do amor que finda

Adeus amor, adeus.
Que a vida te dê carinho
Um amor de verdade, de quem sinta saudade,
Uma cara metade, um alguém só seu!
Adeus amor, adeus.
Vai correndo e não pare,
Não pense demais, não olhe pra trás!

Se a vida te der um alguém pra amar
Aproveite a chance tente não complicar
Ao contrário, vai ver, seu amor se perder
Você se arrasar, sua vida parar.

Quem perdeu um grande amor
Sabe bem do que eu falo
Que vida cigana é essa
Que te consome no embalo?!

É por isso que eu canto
Esse samba cheio de dor!
Que é pra informar ao mundo todo
Que perdi o meu amor!

E é por isso que eu canto
Nesse sambar de amor
Vá com Deus e cuide-se bem
Seja feliz com seu novo alguém,
Meu grande amor!
.
(Rômulo Chaul)