...Quem me olha assim sereno não sabe que eu tô
Me sentindo tão pequeno pra fala de amor....
24 de jan. de 2008
Verso
Postado por Rômulo Chaul
10 de jan. de 2008
Poema
desejo e necessidade
ai estou nas malhas de estranha cidade
mas uma parte de mim eu diria que a metade
ficou lá aonde saí, ou seja eu me reparti
desejo e necessidade
meu nervos de fios tensos cipós propensos a nó
enredados de dar dó nas ficções da verdade
salgam seu leite de arame
com a sal da saudade infame
desejo e necessidade
uma grota um viaduto, a estanque velocidade
civis soldados nos outros
sem outrora eternidade
a ternura da ausência
ai estou nas malhas de estranha cidade
mas uma parte de mim eu diria que a metade
ficou lá aonde saí, ou seja eu me reparti
desejo e necessidade
meu nervos de fios tensos cipós propensos a nó
enredados de dar dó nas ficções da verdade
salgam seu leite de arame
com a sal da saudade infame
desejo e necessidade
uma grota um viaduto, a estanque velocidade
civis soldados nos outros
sem outrora eternidade
a ternura da ausência
beija todos com clemência
desejo e necessidade
ai estou num estado tão alterado
na exata hora que vim fiquei partido, apartado
e a parte que eu vim ficou
acesa na que apagou
desejo e necessidade
ai estou num estado tão alterado
na exata hora que vim fiquei partido, apartado
e a parte que eu vim ficou
acesa na que apagou
desejo e necessidade
.
(Chico César)
Postado por Rômulo Chaul
25 de dez. de 2007
Poema
A casa e a mulata
E como de um estranho jeito, se partiu o pranto que outrora chegou,
E a rotina entristecida, se encheu de vida, como jamais se ousou,
A casa então escurecida, que por amores gris, assim tonalizou,
Levava o ar de toda a graça, daquela mulata que por ali entrou.
E cada canto desta casa, agora encantado com aquele olhar,
Clamava por aquela moça, a EVA redentora daquele lugar,
Iria reparar os danos, consertar enganos, a louça enxugar,
Retiraria toda dor, como tirava o lixo, pro’ lixeiro pegar,
A comida deixaria pronta, dentro do microondas, pro’ dono esquentar,
E assim, depois de tudo pronto, cama, mesa, banho, e o enxoval trocar,
Colocaria ali seu cheiro, que enfeitaria o meio, dizendo enfim, ”isto é um lar”.
Mas de nada adianta, moça tão santa, em meio às brigas daquele lugar,
Confrontos tolos desentoam o amor que a casa viu começar,
E se a casa sente que tal amor é ausente, naquele tão quebrado lar,
Espera que a mulata traga, o brilho, outrora intenso, que a casa viu acabar.
E por tão grande obra do destino, que daquela casa, os sonhos levou,
De nada acontecera ali, que aquela casa, em sonhos, sonhou,
O espaço fora toda limpo, um brilho irradiante que a mulata deixou,
Mas como apagar as dores, as memórias anteriores, que a casa presenciou?
Como mudar os rumos, de uma casa, que a felicidade abandonou?
Depois de cama, mesa, banho, enxovais que a mulata trocou,
Não foram trocadas as brigas, as decepções que o tempo criou.
E se casa chora, por uma alegria que já não pertence aquele lugar,
Lembra-se da mulata, a moça santa que sabe como irradiar,
Transforma trevas em luz, nos seus serviços, de anjo do lar,
Reconstrói a paz que era a redentora, mas que agora acabou,
E como de um estranho jeito, se partiu o pranto que outrora chegou,
E a rotina entristecida, se encheu de vida, como jamais se ousou,
A casa então escurecida, que por amores gris, assim tonalizou,
Levava o ar de toda a graça, daquela mulata que por ali entrou.
E cada canto desta casa, agora encantado com aquele olhar,
Clamava por aquela moça, a EVA redentora daquele lugar,
Iria reparar os danos, consertar enganos, a louça enxugar,
Retiraria toda dor, como tirava o lixo, pro’ lixeiro pegar,
A comida deixaria pronta, dentro do microondas, pro’ dono esquentar,
E assim, depois de tudo pronto, cama, mesa, banho, e o enxoval trocar,
Colocaria ali seu cheiro, que enfeitaria o meio, dizendo enfim, ”isto é um lar”.
Mas de nada adianta, moça tão santa, em meio às brigas daquele lugar,
Confrontos tolos desentoam o amor que a casa viu começar,
E se a casa sente que tal amor é ausente, naquele tão quebrado lar,
Espera que a mulata traga, o brilho, outrora intenso, que a casa viu acabar.
E por tão grande obra do destino, que daquela casa, os sonhos levou,
De nada acontecera ali, que aquela casa, em sonhos, sonhou,
O espaço fora toda limpo, um brilho irradiante que a mulata deixou,
Mas como apagar as dores, as memórias anteriores, que a casa presenciou?
Como mudar os rumos, de uma casa, que a felicidade abandonou?
Depois de cama, mesa, banho, enxovais que a mulata trocou,
Não foram trocadas as brigas, as decepções que o tempo criou.
E se casa chora, por uma alegria que já não pertence aquele lugar,
Lembra-se da mulata, a moça santa que sabe como irradiar,
Transforma trevas em luz, nos seus serviços, de anjo do lar,
Reconstrói a paz que era a redentora, mas que agora acabou,
E a casa, sempre espera, a tal da mulata, que em meio ao caos, chegou.
.
.
(Rômulo Chaul/Henrique Xavier)
Postado por Rômulo Chaul
21 de dez. de 2007
Poema
Samba do amor que finda
Adeus amor, adeus.
Que a vida te dê carinho
Um amor de verdade, de quem sinta saudade,
Uma cara metade, um alguém só seu!
Adeus amor, adeus.
Vai correndo e não pare,
Não pense demais, não olhe pra trás!
Se a vida te der um alguém pra amar
Aproveite a chance tente não complicar
Ao contrário, vai ver, seu amor se perder
Você se arrasar, sua vida parar.
Quem perdeu um grande amor
Sabe bem do que eu falo
Que vida cigana é essa
Que te consome no embalo?!
É por isso que eu canto
Esse samba cheio de dor!
Que é pra informar ao mundo todo
Que perdi o meu amor!
E é por isso que eu canto
Nesse sambar de amor
Vá com Deus e cuide-se bem
Seja feliz com seu novo alguém,
Adeus amor, adeus.
Que a vida te dê carinho
Um amor de verdade, de quem sinta saudade,
Uma cara metade, um alguém só seu!
Adeus amor, adeus.
Vai correndo e não pare,
Não pense demais, não olhe pra trás!
Se a vida te der um alguém pra amar
Aproveite a chance tente não complicar
Ao contrário, vai ver, seu amor se perder
Você se arrasar, sua vida parar.
Quem perdeu um grande amor
Sabe bem do que eu falo
Que vida cigana é essa
Que te consome no embalo?!
É por isso que eu canto
Esse samba cheio de dor!
Que é pra informar ao mundo todo
Que perdi o meu amor!
E é por isso que eu canto
Nesse sambar de amor
Vá com Deus e cuide-se bem
Seja feliz com seu novo alguém,
Meu grande amor!
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
11 de dez. de 2007
Poema
A Obra é Poesia
Cor, tamanho, leveza é
Mais que mera materialidade
Tudo que engloba a beleza
Dessa nossa confusa obra de arte
A técnica usada é
Pura contradição
A palavra é mais que mero saber
Tentar entender, só aumenta
A dor do ser, que é
Somente razão
Emoção,
A partitura da nossa música
Solidão,
O tom da nossa nota
Sinfonia perfeita que engloba
A melodia da paixão
Que ainda não teve a sua cota
Pra finalizar,
O ritmo é o toque final
Gingado, lirismo, tudo e tal
Que enfeita a alegoria do nosso
Cor, tamanho, leveza é
Mais que mera materialidade
Tudo que engloba a beleza
Dessa nossa confusa obra de arte
A técnica usada é
Pura contradição
A palavra é mais que mero saber
Tentar entender, só aumenta
A dor do ser, que é
Somente razão
Emoção,
A partitura da nossa música
Solidão,
O tom da nossa nota
Sinfonia perfeita que engloba
A melodia da paixão
Que ainda não teve a sua cota
Pra finalizar,
O ritmo é o toque final
Gingado, lirismo, tudo e tal
Que enfeita a alegoria do nosso
Carnaval
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
Poema
Solidão
“A solidão é meu cigarro”
Meu veneno de cada dia
A droga que me corrompe
Pra preencher essa vida vazia
Vida que flutua sem rumo
Que tomo sem saber aonde vou
Que solidão é essa,
Amiga do peito, que me segue aonde vou?
Que pessoa amarga é essa?
Me diga!
...
Eu sou?!
Amargo a solidão me deixou
Agora, ela não me diz
Se levo pra morte a vida
Ou se escapo dela por um triz.
“A solidão é meu cigarro”
Meu veneno de cada dia
A droga que me corrompe
Pra preencher essa vida vazia
Vida que flutua sem rumo
Que tomo sem saber aonde vou
Que solidão é essa,
Amiga do peito, que me segue aonde vou?
Que pessoa amarga é essa?
Me diga!
...
Eu sou?!
Amargo a solidão me deixou
Agora, ela não me diz
Se levo pra morte a vida
Ou se escapo dela por um triz.
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
2 de dez. de 2007
29 de nov. de 2007
Poema
Ponto
Não quero ser o ponto final
Dessa sua história sem fim
Entre meios e embaraços
Entre laços de cansaço
Entre beijos e juras
Mascaradas de figuras
Seu suor muito me agrada
Seu suor muito me agrada
Mas meu temor diz não.
Por fraquejar
Vou por ai tentar me inspirar
Nesse seu abraço
Em descaso
Com a solidão
Amiga do peito
E com muito respeito afirmo
Que esse embaraço
É mau jeito, é prosa amada
Verso de poesia
Uma lira desgovernada
Cheirando a fantasia
Não quero ser o ponto final
Dessa sua história sem fim
Entremeios de te ganhar
Anseios de te perder
Luto, poeta torto,
Perdido em poesia:
O ponto final que fique pra outro dia!
Amiga do peito
E com muito respeito afirmo
Que esse embaraço
É mau jeito, é prosa amada
Verso de poesia
Uma lira desgovernada
Cheirando a fantasia
Não quero ser o ponto final
Dessa sua história sem fim
Entremeios de te ganhar
Anseios de te perder
Luto, poeta torto,
Perdido em poesia:
O ponto final que fique pra outro dia!
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
21 de nov. de 2007
Poema
Pá furada
Eu te quis, sem saber o porque
Nem a hora, nem o talvez,
Simplesmente te quis.
E o talvez, nem teve hora
Não teve porque, não teve raiz!
Escala em sol maior
Não teve lira nem compêndio
Esqueci o ré e o dó menor
Eu te quis, antes de mais nada
Nem cruz nem espada
Nem Djavan com flor de lis
Eu te quis!
Eu te quis, como jamais pudera
Nem cordeiro nem quimera
Quem pudera imaginar:
Eu ainda te quero, eu sempre te quis!
Hoje, com tempo e contratempos
Repito: Eu te quis!
Eu, só me acho em ti!
E reencontro, todo dia quando acordo
O sentimento gratuito de te querer!
E ver que vida é mais que parapeito
São opostos estreitos, ruas cruzadas!
E sem medo afirmo, sem receio do remorso:
Amor, sem você sou pá furada!
Eu te quis, sem saber o porque
Nem a hora, nem o talvez,
Simplesmente te quis.
E o talvez, nem teve hora
Não teve porque, não teve raiz!
Escala em sol maior
Não teve lira nem compêndio
Esqueci o ré e o dó menor
Eu te quis, antes de mais nada
Nem cruz nem espada
Nem Djavan com flor de lis
Eu te quis!
Eu te quis, como jamais pudera
Nem cordeiro nem quimera
Quem pudera imaginar:
Eu ainda te quero, eu sempre te quis!
Hoje, com tempo e contratempos
Repito: Eu te quis!
Eu, só me acho em ti!
E reencontro, todo dia quando acordo
O sentimento gratuito de te querer!
E ver que vida é mais que parapeito
São opostos estreitos, ruas cruzadas!
E sem medo afirmo, sem receio do remorso:
Amor, sem você sou pá furada!
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
16 de nov. de 2007
Poema
Certa Vez
Certa vez você me disse:
“- Depois de tantas brigas,
Sabe o que eu reparei?
Que pela primeira vez na vida,
Eu nem sequer chorei!”
Certa vez você me emudeceu:
“-Hoje você me perdeu
No primeiro grito
Que você deu!”
Certa vez você me falou:
“-O que aconteceu com nós?
Porque a gente está assim?
O que foi que mudou?”
Certa vez você me alertou:
“-Cuidado, quem só dá carinho
E não recebe, não sente falta!”
(Nosso amor está na UTI,
E parece que não vai receber alta)
Certa vez eu te pedi:
Não cometa os mesmo erros
Que eu cometi!
Aliás, ferida Re-aberta
Demora mais pra cicatrizar!
Certa vez você me disse:
“- Depois de tantas brigas,
Sabe o que eu reparei?
Que pela primeira vez na vida,
Eu nem sequer chorei!”
Certa vez você me emudeceu:
“-Hoje você me perdeu
No primeiro grito
Que você deu!”
Certa vez você me falou:
“-O que aconteceu com nós?
Porque a gente está assim?
O que foi que mudou?”
Certa vez você me alertou:
“-Cuidado, quem só dá carinho
E não recebe, não sente falta!”
(Nosso amor está na UTI,
E parece que não vai receber alta)
Certa vez eu te pedi:
Não cometa os mesmo erros
Que eu cometi!
Aliás, ferida Re-aberta
Demora mais pra cicatrizar!
.
(Rômulo Chaul)
Postado por Rômulo Chaul
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